quarta-feira, 20 de abril de 2016

Flor





FLOR


Caminhando sobre a calçada avistei uma flor
Que flor bela de se apreciar, ela regava meus olhos.
Então sem demora fui logo arrancar
Que belo lugar para se por, nesse velho vaso.
Visto bonitos desenhos em volta adornando seu ninho
A flor bela brilhante de cores raras
A água a de mantê-la viva vistosa sobre meus olhos
A alegria pousou-se sobre meu ser
Seria se não fosse algo errado a se fazer
Pétala após pétala a bela flor foi se entristecendo
Sua vida já não fazia sentido, a alegria havia se esvaído.
Cores avermelhada a tomaram conta, seguido de um marrom púrpuro.
Logo aonde havia alegria a pobre flor deixou sua vida
Após um dia se passou e tudo já havia mudado
A pobre flor se foi e junto com ela minha alegria
Sobre a calçada que caminhava já não havia mais brilho
A uma pobre flor que ali florescia ao egoísmo que em mim continha
Hoje eu sei que dali nunca devia ter a arrancado

Pois poderia ter a apreciado por toda uma vida.

terça-feira, 19 de abril de 2016

O tempo tem seu preço, o melhor é esperar.







   O TEM SEU PREÇO, O MELHOR É ESPERAR



Dançando sobre um campo verde, a som uma melodia silenciosa
Ela rodopiava e sorria alegremente, o tempo parecia acelerar
E a cada rodopio eu sentia um vazio e pedia para o tempo parar
Mas o tempo e eu éramos velhos inimigos
Ela dançava com toda alegria do mundo
E eu observava sobre um horizonte infinito
Eu procurando fazer um acordo com o tempo
Mas o preço do tempo seria alto demais a se pagar
Ele me prometeu parar, e eu aceitei sem hesitar
Junto com o acordo ele me deu a êxtase momentâneo
A alegria me veio, juntos começamos a dançar
Segurando suas mãos, eu não a queria soltar
Olhava em seus olhos profundos como o oceano azul
Juntos caímos no gramado verde sobre a brisa do vento
Então eu a segurei com força para nunca mais soltar
Mas o tempo era vingativo, e me levou o que mais desejara
E como preço me fez vagar sem  outra vez ver meu amor dançar.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

SOBRE A AUSÊNCIA






SOBRE A AUSÊNCIA



Tens razão eu tenho saudades
Tenho saudades do sol, tenho saudades do mar
Tenho saudades de observar o céu azul pela manha
E o céu noturno diante de um esplendor estrelado
Da brisa do vento no meu rosto e do caminhar sem rumo
Das observações distraídas, do mistério da vida
Tenho saudades da alegria de acordar e da tranquilidade de dormir
Da vontade de um café da manhã, e de escutar uma boa musica
Tenho saudades do respirar fundo, e do frio na barriga
Do medo do encontro, e das coisas que dão errado
Tenho saudades das notícias boas, e dificuldade da vida
Tenho saudades da dor de um machucado que é mais fraca que a dor do peito
Tenho saudades do não querer, mas também da vontade
Da opção de escolha e do objetivo concluindo
Das borboletas no jardim e não no meu estomago
Tenho saudades do mergulho profundo
E dançar sobre a fogueira diante a lua cheia
Saudades dos mistérios dos olhares, dos sorrisos encantadores
Tenho saudades de um abraço apertado
Mas mais ainda tenho saudades da existência que existia em mim.


domingo, 17 de abril de 2016

A vida o universo e tudo mais







O mal de querer estar sozinho é se sentir sozinho quando todos estão com alguém.
Não necessariamente é ruim desejar ficar só, o ruim e a solidão que isso nos trás.
O desejo que nos dá quando todos estão com alguém e de estar com todos que estão com alguém, pois o vácuo da solidão é preenchido com a imensidão do calor das pessoas juntas.
A solidão não é somente ficar só, mas se sentir só, a solidão é um silencio barulhento que nos invade com marteladas em nossas cabeças.
A solidão é uma barreira que nos torna invisível e incapaz de enxergar.
Estar só é um minuto de silencio, sentir-se só é uma eternidade num lugar infernal preenchido de torturas.
A solidão é a ansiedade da aceleração das coisas, e a ansiedade faz nos criar os mais mirabolantes planos matematicamente planejados para nada dar certo.
A ansiedade é a falta, mas a falta de algo que você não sabe explicar, e tudo se torna obsoleto, tudo que vê de mais maravilhoso se torna uma iguaria da loja da esquina.
A Ansiedade se resume basicamente na pergunta: E depois?
Mas mesmo assim o vazio continua.